terça-feira, 15 de julho de 2008

Galerias Romanas da Rua da Prata (Lisboa)

Classificação: Monumento Nacional

Tipologia: Criptopórtico

Localização: Rua da Prata, S. Nicolau, Lisboa

Período: Romano

Notas relativas ao período:
Pensa-se que estas galerias datem de entre os séculos I a.C. e I d.C.

Descrição:
Este vasto conjunto de galerias foi descoberto em 1771, durante a reconstrução da cidade de Lisboa. Na altura, apenas foi preservada uma inscrição romana dedicada a Esculápio (deus romano da medicina e da cura); o edifício romano veio depois a servir de alicerce a vários prédios pombalinos.
Em 1859, foram alvo de um dos trabalhos arqueológicos pioneiros na cidade de Lisboa, que permitiu observar restos das construções romanas que se erguiam sobre as galerias. Abriram ao público com maior regularidade nos anos 80, quando foram reunidas condições restritas de acessibilidade. Só abrem uma vez por ano, pois estão constantemente inundadas, e a sua bombagem é um processo moroso e problemático.
Na sua construção foram usadas proporções rigorosas no tamanho dos arcos, como era hábito na época romana.
Estas galerias têm sido alvo de diversas interpretações desde a sua descoberta. De termas a Fórum municipal, hoje reconhecem-se como sendo um criptopórtico, erguido para suportar outras edificações de grande dimensão, criando uma plataforma artificial de suporte.
A parte visitável destas galerias é constituída por uma rede de corredores abobadados, de diferentes alturas e larguras. São ainda visíveis: pequenos compartimentos que terão servido para armazenamento; arcos em cantaria de pedra almofadada, técnica típica da época imperial romana; abóbadas, onde são visíveis as marcas das tábuas de madeira usadas na sua construção e várias aberturas circulares que serviam bocas de poço; e a “Galeria das Nascentes” ou dos “Olhos de Água”, que ostenta a fenda que divide em dois a parte visitável do monumento e de onde brota a água que inunda toda a área das galerias.
Durante o Século XIX, as águas que correm nas galerias ganharam fama de terem poderes curativos; eram muitas as pessoas que as procuravam, acreditando que os poderiam curar das suas doenças dos olhos.

Bibliografia:
- AZEVEDO, Carlos, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano, "Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa", 1973

Netgrafia:
http://www.albatroz-eng.com/
http://www.cm-lisboa.pt/
http://www.ipa.min-cultura.pt/

Horário:
As galerias apenas estão acessíveis uma vez por ano, geralmente no final de Setembro. Devido à grande afluência de pessoas, as filas encerram às 15h30, para garantir a entrada, que é gratuita.

Morada:
Entrada pela Rua da Conceição, junto ao n.º77, entre os carris dos eléctricos.

Transportes:
Estações de Metro Baixa-Chiado e Terreiro do Paço
Eléctrico 28

Contactos: Divisão de Museus e Palácios da C.M.L.
Cp. Grande 245 – 1700-091 Lisboa
Tel. 21 751 32 00
Fax – 21 757 18 58
E-mail: museudacidade@cm-lisboa.pt

1 comentário:

Rita disse...

Bem, nunca pensei que por baixo do chão onde caminhamos houvesse um manto de água... É incrivel. Gostava de visitar as galerias... só acho que não tenho muita paciência para esperar 5 horas.
Já agora, acham que as águas têm mesmo poderes curativos? É que eu tou com uns problemas na visão e se resultasse...
Gostei do vosso blog tá fixe
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Verdes Anos