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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Comentário à Torre de Belém

A Torre de Belém é um dos mais importantes e carismáticos monumentos portugueses. A sua imagem é utilizada em todo o tipo de objectos, desde postais, sacos, imans, peças de vestuário, entre muitos outros, e é reconhecível em todo o mundo como um símbolo do nosso país.
Grande parte da sua beleza reside na decoração exterior, com cordas e nós esculpidos em pedra, galerias abertas, torres de vigia em estilo mourisco e ameias em forma de escudos, decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e inúmeros elementos naturalistas alusivos às navegações. Um dos motivos naturalistas mais interessantes é um rinoceronte esculpido, o primeiro representado em pedra na Europa, que celebra a vinda do 1º rinoceronte para a Europa, durante o reinado de D. Manuel I.
A sua localização, entrando pelo rio adentro, faz deste monumento uma espécie de plataforma cultural entre o velho e o novo mundo, transportando-nos instantaneamente através dos séculos, até uma das mais importantes épocas da História Portuguesa.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Comentário ao Museu da Cidade

O Museu da Cidade conta a história da cidade de Lisboa, e mais do que isso funciona como uma espécie de “ depósito” de imensos vestígios materiais que foram sendo encontrados um pouco por toda a Lisboa!
Do museu destaco a maqueta gigantesca representativa de Lisboa antes do Terramoto de 1755, que nos dá uma visão global da cidade , permitindo identificar tanto os edifícios mais emblemáticos, praças e ruas, como as principais linhas de desenvolvimento urbano.
Este museu faz a ponte entre o passado e o presente, presente este que podemos encontrar no meio do jardim no pavilhão Preto e no pavilhão Branco (locais que se destinam a exposições temporárias).
O jardim é sem dúvida uma referência, é lindíssimo, uma espécie de refúgio no meio da azáfama de Lisboa! Podemos ali conviver com pavões que parecem multiplicar-se dando vida ao bulício daquele lugar e às esculturas que ali permanecem silenciosas!!

Comentário às Galerias da Rua da Prata

Quando este texto foi escrito, as galerias estavam fechadas, pelo que não as pudemos ver ao vivo. Esperamos poder visitá-las, quando voltarem a abrir. Por agora apenas queremos sublinhar a grande afluência de público que as Galerias apresentam. Chega a haver filas que dão a volta a vários quarteirões, e pessoas que esperam cerca de 5 horas pela visita. O facto de as galerias só abrirem uma vez por ano contribui muito para que isto aconteça. É engraçado pensar que uma estrutura construída há milhares de anos ainda continua intacta, debaixo dos nossos pés, e que muitas pessoas nem sequer sabem que está ali. Acho que isso desperta a curiosidade de todas essas pessoas; o facto de estar inundada a maior parte do tempo também é muito peculiar, e faz-nos pensar que debaixo de nós está uma imponente massa de água, sobre a qual andamos todos os dias. É um pensamento estranho e fascinante ao mesmo tempo. Eu própria estou ansiosa por ver as galerias ao vivo, acho que deve ser uma experiência fantástica.

Verdes Anos